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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Não. Celular no avião, não.

Sinceramente? Eu sou muito a favor de proibição de celulares em aviões. Sério mesmo. Ainda mais em épocas de passagens baratas. Já pensou o número de fudidos ligando pra dizer que estão "vuando"? Na boa, pra que você precisa de um celular ligado num avião? Não é como no carro que, de minuto em minuto, alguém te liga pra saber onde está. "Olha, a gente acabou de passar na fronteira de Goias com Minas. Já estamos chegando." E se for pra dizer que vai atrasar, dane-se. Se tem alguém te esperando no aeroporto, é só ver na tela de aviso o número do vôo e ver se está no horário ou atrasado. Pronto, é isso. Mas imagina se liberam isso. Ligação para você.

- Alô?
- Oi, Fulano. Onde você tá?
- Cara, no avião.
- Mas aonde? Em que local?
- Sei lá.
- Mas vai atrasar?
- Eu realmente não sei.
- Por que se atrasar eu não vou poder esperar aqui no aeroporto.
- Peraí que eu vou mandar o piloto acelerar aqui, beleza?

Pra que usar telefone dentro de um avião, meu Deus? "Hum! Esse lanche não tá bom. Vou pedir uma pizza. Alô? Vê uma pizza metade calabresa e a outra metade portuguesa. Não, não. Portuguesa tem ovo e ai no avião é meio ruim. Vê a outra metade presunto mesmo. A entrega? Olha, se correr ainda dá pra deixar no aeroporto de Brasília, que é onde eu vou fazer conexão."E aí vai ter gente que vai dizer: "Mas se for alguma urgência?" Dane-se. Que tipo de urgência você vai conseguir resolver num meio de um vôo? "Aeromoça, por favor: Você pode trazer um copo de água? É que a minha casa tá pegando fogo a 30.000 pés de altura. Pede pro piloto passar bem em cima pra eu poder apagar o incêndio."

Eu sou a favor de tudo dentro do avião: Laptop, Nintendo DS, PSP, cigarro, sexo, cigarro depois do sexo etc. Menos celular. A não ser que permitam o celular somente durante o vôo. Se você só pudesse usar celular numa viagem de avião eu concordaria 100%. Assim que o avião pousasse, a comissária falaria: "É terminantemente proibido o uso de aparelhos celulares em terra. A ANAC só recomenda o uso de aparelhos celulares acima dos 20.000 pés de altitude."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Arte de Procrastinas ou Como Eu Parei de Enrolar para Escrever Esse Texto

Procrastinar é uma arte. Não fazer amanhã aquilo que você pode fazer depois de amanhã tem lá seus desafios. O ato de enrolar até a última hora exige muita criatividade e jogo de cintura. A humanidade é a maior prova disso. Grandes mudanças só ocorreram nas vésperas do pior acontecer. E se aconteceu, é sinal que não era tão pior assim. Tanto que ainda estamos por aqui.

Não confunda procrastinação com pregruiça. Aliás, chamar alguém de preguiçoso não deveria ser uma ofensa. A preguiça não é pecado. Se bem praticada, a preguiça é uma dádiva. Os preguiçosos conseguem apreciar mais do que ninguém cada minuto da vida. Principalmente aqueles cinco minutinhos que ficam entre o despetador e o olhos abertos.

Também não confundir procrastinador artista com artista procrastinador. O procrastinador artista é aquele que mede exatamente o tempo entre o “Cedo demais” e o “Me fodi”. Já o artista procrastinador é o profissional da arte que enrola para fazer seu trabalho. Com raríssimas exceções – desconhecidas até hoje – artista procrastinador é um pleonamo. E do vicioso.

O procrastinador autêntico, o de raiz, tem timing. Mais do que ninguém ele sabe quando começar um trabalho, mesmo que falte dez minutos. Quem procrastina bem está um passo a frente das Leis de Murphy. É o único vício que o dependente sabe a hora de parar. Prazo curto é a maior liga do procrastinador. Não é a toa que passar muito tempo de férias é entediante. Não tem prazos estourando.

O que não vale é procrastinar a troco de nada. A má procrastinação é a que não tem justificativas. Se você enrola para ver o jogo do domingo, tudo bem, pelo menos você torceu e se divertiu. Agora se você continua vendo Faustão depois, aí não tem como forçar. Você pode enrolar para ler Douglas Adams, mas não para Paulo Coelho. Você deve assistir O Poderoso Chefão pela vigésima vez, mas Rambo IV pela primeira é desperdiçar tempo.

Infelizmente algumas pessoas não entendem essa arte. Pensam que qualquer distração é procrastinar. Mentira. Para se tornar um procrastinador artista existe uma regra básica: só procrastine por algo que seja mais interessante que suas prioridades. Sexo é a melhor forma de procrastinar porque, se você não consegue cumprir o prazo, pelo menos você não se fode sozinho.

Para se tornar um grande procrastinador artista é preciso treino. Muitas pessoas tem esse talento nato. Outras aprendem com o tempo. No fundo, a arte da procrastinação é igual a todas. Depende muito mais da intenção do que da interpretação. Quem vê essa arte sendo feita precisa entender o porquê. Senão é como alguém que vê uma obra de Picasso sem ter conhecimento: “É um espanhol maluco que teve preguiça de pintar um quadro direito.”

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Corredores, Gôndolas e Tudo o Mais

Sempre achei todo supermercado uma bagunça. Por mais arrumado e elitizado que seja, nenhum produto está no local onde realmente deveria estar. Quando eu era criança, por exemplo, não entendia porque os salgadinhos não estavam no mesmo corredor que os refrigerantes. Não fazia sentindo nenhum o meu chocolate preferido estar a gôndolas de distância dos potinhos de iogurte. E pior: o leite condensado, um néctar dos deuses, ficar ao lado de algo tão sem graça como o creme de leite.

Os supermercados fazem de tudo para você ficar com peso na consciência. Já percebeu que produtos light e diet sempre ficam depois dos produtos normais? Não há ser humano que não pensei duas vezes em trocar por um suco de soja aquele refrigerante hipercalórico que já está no carrinho. Está para nascer o homem que não fique deprimido de pegar comidas congeladas gordurosas olhando para todas aquelas opções de hortaliças e verduras bem ao lado. Ah! Sem falar que colocar as frutas ao lado do freezer de sorvete é a maior sacanagem de todas.

Por que, por exemplo, as cervejas sempre ficam no lado oposto dos aperitivos? Esse corredor deveria seguir uma lógica: depois da cerveja, amendoins, castanhas, batatas e qualquer coisa que dê para beliscar. Sem contar, é claro, que a picanha deveria estar logo ali, passando o ovo de codorna, antes do carvão. Até entendo que botem as carnes ao fundo do supermercado, mas colocar barrinhas de cereais e biscoitos logo no outro corredor? Dê-me paciência.

Vinhos deveriam estar sempre ao lado da massa e do molho que combinam. Seria quase que obrigatório levar o kit completo. Um fettuccine ao molho Carbonara tinha que vir com qualquer tinto ligeiro. E um segurança devia ficar lá, de prontidão, para reprimir aquele que ousasse levar uma lasanha à bolonhesa com vinho branco. O que também evitaria aquele papo de enochato que gosta de ficar sugerindo vinhos estranhos para comidas simples. É aquilo que está ali e acabou.

Mas o que basicamente me irrita em supermercados é o nome que eles dão para cada corredor. Por um acaso na seção de enlatados eu consigo encontrar latinhas de refrigerante? Até onde me consta lata é lata, não importa o conteúdo. E o leite em pó que vem em lata? Não está nem nos enlatados, nem nos laticínios. Vá entender. Aliás, a parte dos laticínios é a mais sem noção de todas. Tem leite integral, leite semidesnatado, leite desnatado e ovos. É isso mesmo, ovos. Aí sempre alguém fala "Ah! Mas ovos podem ser considerados laticínios." Tudo bem. Mas se nem os queijos, nem a manteiga estão nessa seção, por que os ovos deveriam estar? Na verdade, o corredor dos laticínios não é problema do supermercado. É da língua portuguesa.

terça-feira, 31 de março de 2009

8, 12, 15, 18 ou 21 anos?

Ela já foi motivo de amor, de ódio, de casamento e de separação. Muitas mulheres já sofreram por ela. Muitos homens também. Em várias épocas teve uma importância descomunal. Em algumas culturas era divína. E ainda hoje há quem venda e, principalmente, quem pague por uma. Sim, eu tô falando da virgindade.

Primeiro que, quando se fala em virgindade, sempre a mulher vem em primeiro lugar. Até mesmo porque é o único ser que pode provar que é, de fato, virgem. O homem, não. O homem mente a vontade, fala que desde os 9 anos tava alí, pegando a empregada e ninguém pode desmentir. Acreditar, ninguém acredita. Mas desmentir jamais.

Antigamente a mulher casta era considerada sagrada.Para os incas, as virgens eram jogadas em vulcões em erupção como um sacrifício para os deuse. Ou seja, de uma forma ou de outra as incas virgens sempre se fudiam no final. Para os gregos, somente uma virgem poderia falar com os oráculos de Delfos. Os romanos, apesar do valor que davam a um bom bacanal, eram hipocritas o suficiente para exigirem mulheres virgens para casar.

Não existe religião que não fale sobre a virgindade. Judeus ortodoxos não podem nem tocar em pessoas do sexo oposto antes do casamento. Cristãos, além de manterem a castidade até o casamento, ainda acreditam na Virgem Maria, a mãe do filho de Deus. Os monges budistas são castos até a alma. E, falando sério, quem não queria o paraíso dos mulçumanos, com 70 virgens?

Durante a Idade Média casamentos reais tinham sempre que ter uma moça casta. E nessa época é que eram chatos mesmo com a virgindade. Na noite de núpcias do casal, uma comissão formada pelo bispo e alguns outros membros da corte ficava no quarto para poderem confirmar o casamento. E há quem diga que, assim que consumado o fato, os serviçais do Palácio penduravam o lençol da cama com uma mancha vermelha para que todos pudessem ver. E tenho dúvidas de onde veio o vermelho da maioria dos países europeus.

Com o tempo, a mulher passou a ganhar espaço em várias situações, mas se não fosse virgem ao casar, era mulher da vida. Na primeira constituição brasileira existe um artigo no qual todo casamento pode ser anulado se a mulher não for casta. Ou seja, o homem que casava, no fundo, no fundo comprava um cabaço. A diferença pra hoje, onde tem mulher que vende pela internet, é que antigamente saía mais caro e durava a vida todinha.

Hoje o hímem é uma espécie rara. Em extinção. E isso não quer dizer que os tempos mudaram, que as mulheres ficaram, digamos assim, mais devassas. A principal diferença de hoje é que as coisas estão ficando escassas. Com o número crescente de homossexuais, as mulheres sentem a necessidade de dar antes que não sobre nem mais um hétero. E por mais irônico que seja, essa é a mesma necessidade que alguns "homens" estão sentindo hoje.

Mas isso não quer dizer que a virgindade caiu em desuso. Hoje, o hímen virou artigo de luxo. Hoje o cabaço é que nem uísque: os de 8 anos você nem bebe, os de 12 você toma com uma preocupação enorme com o dia seguinte, de 15 já dá pra aproveitar tranquilo, de 18 é o ideal e de 21 você não toma, degusta, porque é uma peça rara. Então fica esse recado para os homens: quando você tiver uma virgem na sua frente, lembre dos uísques.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Gente de Rua

Não sei se muita gente sabe disso, mas o IBGE só considera uma cidade cidade quando essa cidade tem, pelo menos, a prefeitura, um bar, uma praça, a igreja da praça e o puteiro atrás da igreja. Qualquer que seja a cidade, no menor interior possível, sempre vai ter isso. E toda cidade sempre vai ter mendigos e gente que vive na rua.

Eu sei que é uma coisa muita séria falar sobre esse povo que vive na rua. Mas, se eu viver pra ajudar esse povo, quem vai ficar na rua sou eu. É muita gente pedindo em tudo quanto é canto. E o foda é que eles ganharam a concorrência dessa galera que faz malabarismo e cospe fogo. Eu não dou um centavo. Se eu quisesse ver alguém cuspindo fogo eu ligava a TV no programa da Sonião Abraão. Ali sim, só dá dragão.

O pior é saber que só existe essa gente porque tem gente que dá dinheiro. Vê se em Israel tem isso? Não tem. Dúvido alguém sobreviver pedindo dinheiro numa cidade de judeus. E fora que os mendigos não sabem o que fazer com o dinheiro. Um tempo desses saiu uma pesquisa que dizia que alguns desses pedintes faturavam R$50,00 por dia. Trabalhando 20 dias por mês serão R$1.000,00 limpos. Aí não pagam nenhum imposto, não pagam aluguel, telefone, conta de luz e água. Como é que esse povo ainda continua na rua?

Tem mendigo que pega o dinheiro e gasta tudo com bebida, cigarro, drogas e putas. Ou seja: o cara quer ser o Rico Mansur dos miseráveis. Não que o Rico Mansur faça tudo isso. Ele não fuma. Aliás, se tem uma coisa que me intriga é a profissão do Rico. Gente, ele é jogador de pólo. Ser jogador de pólo no Brasil é que nem ser jogador de vôlei de praia no Alaska.

Mas o que eu fico mais impressionado com essas pessoas que pedem dinheiro na rua ou que moram é que elas nunca estão sozinhas. Já cansei de contar quantos mendigos vi que tem cachorro. É incrível. É por isso que dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem. Uma relação totalmente desprovida de interesse.

Outros que me surpreendem também são os cegos que pedem esmola. Vocês já repararam que sempre tem um que enxerga perfeitamente bem guiando-os na direção dos carros? O que me deixa numa dúvida muito cruel: se eles são pessoas normais, sem problemas, por que é que eles não vão trabalhar pra ajudar esse povo? Ou então facilitar mais ainda a vida do cara. Colocava o ceguinho na esquina com uma placa indicando e chegava falando: "Senhor, o senhor teria um trocado pra dar pro ceguinho da esquina?" Aí sim iria ajudar. Ou melhor: botava um surdo-mudo pra guiar os cegos. Pronto. Matava dois coelhos numa cajadada só.

P.S.: Para quem achou humor negro e de mal gosto, por favor, dirija-se a este link.

terça-feira, 10 de março de 2009

Mas e o Fenômeno?

Conversa de amigos entrando no estádio.
- O Fenômeno vai estrear hoje.
- Não vai não.
- Vai, “homi”. Tudo quanto é jornal tá dizendo isso. Disseram até que ele pediu pra jogar.
- Ele pode até ter pedido, mas não vai entrar em campo de jeito nenhum.
- Mas então por que tá todo mundo dizendo isso? Saiu até na Globo.
- Aí já não é problema meu. Vou valendo uma 20 reais e uma chulipa.
- Rapaz, eu vou apostar com você.
- Então tá feito.
- Então tá. – O homem, mesmo na dúvida, ficou na aposta.
Vinte e cinco minutos do segundo tempo.
- Tem substituição no Coringão. Olha lá! Lá vem o homem entrando. É o Fenômeno.
- Olhe bem. Acho que não é não.
- Ô, sô! Tá me chamando de mentiroso ou tá com raiva porque perdeu a aposta? É ele sim. Olhe aí, camisa número 9 nas costas, dente pra frente e a barriga.
- Então “vamo” esperar ele fazer alguma coisa dos tempos que jogava no estrangeiro pra ver se é ele mesmo.
- Mas você não tá vendo que é ele, cabra teimoso? Me paga logo os 20 reais e a chulipa.
- Dou no final do jogo. Tá ruim de pegar o dinheiro no bolso com esse povo todo aqui.
- Então tá!
Final do jogo. 2 a 0 do Corinthians em cima do Itumbiara pela Copa do Brasil.
- É, já dá pra tirar o dinheiro da aposta. “Vamo” logo que eu quero ir pra casa.
- Mas quem disse que eu perdi a aposta?
- Mas que cabra safado. Você viu o homem entrar lá e não tá querendo pagar a aposta.
- Não vi nada. O Fenômeno não entrou em momento nenhum do jogo.
- Claro que entrou. Segundo tempo, número 9 do Corinthians. Ou vai dizer que você tem amnésia e não viu o Ronaldo entrar?
- Ah! O Ronaldo eu vi entrar, sim.
- Então? Você perdeu a aposta.
- Perdi nada.
- Claro que perdeu. Acabou de dizer que viu o Ronaldo entrar.
- O Ronaldo entrou, mas e o Fenômeno?
- Mas, mas... – Pensou, pensou e, sem encontrar desculpas, tirou 20 reais do bolso e deu ao amigo.
- E o braço pra chulipa, cadê?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sonho Dourado acabou pra Cinderela

Sempre achei o Diego Hypólito dourado demais, brilhoso demais. Parece que toma banho com Lustramóveis e se ensaboa com cera da 3M. Vez ou outra ele passa talco de purpurina. Juro que não torcia contra ele, mas que ele mereceu, mereceu. Antes de mais nada é preciso respeitar os adversários e sempre, sempre lembrar que "cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém". A cautela ele não teve em entrevistas e declarações, mas quando ele caiu parecia uma galinha tentando voar.

A vontade que eu tive depois de ver a final era gritar na cara dele: "Ouro de cú é rola!". Era bem provável que ele gostasse. E, sinceramente, cair de bunda é com ele mesmo. Cair de bunda, cair de boca, cair em cima... Nessas modalidades ele é medalha de ouro. Ou melhor, ele é ANEL DE COURO. E também acho que ele deveria competir em outra modalidade da ginástica: nas argolas. E se tem uma coisa que eu não gosto nas irmãs Hypólito é que são muito metidas (sem trocadilho).


Diego, um conselho: para Londres, em 2012, leva na bagagem um pouco de humildade. Ah! E por favor: devolve a vara da Fabiana Murrer.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Rapidinhas - O Fenômeno e o Padre

FENOMENAL

Então, o Ronaldo vai ser pai pela segunda vez. Ou será que vai ser mãe? E agora, será que todo travesti vai ter filho? E se o filho for realmente do Ronaldo com a Andréia, vai ser um Fenômeno (da natureza). Engravidar traveco, taí um fenômeno recente do Ronaldo. E quando todo mundo pensava que ele e as bolas não funcionavam direito, PIMBA!, lá vai o Ronaldo ser papai de novo. É por isso que eu digo que o Ronaldo continua batendo um bolão. E ele falou pra Ana Maria Braga: "Eu queria que fosse menina!". Ele deve ter pensado a mesma coisa quando tava no motel com os travestis. E o bom de toda essa nóticia é que a família da noiva já havia perdoado o R$onaldo. Ainda bem que a mãe também perdoou. Só quem ainda não perdoou foi a Andréia.

PERTO DE DEUS

O padre anafórico Aderli de Carli (bem melhor para nome de popstar que Marcelo Rossi) pensou que era desenho animado. Comprou 500 balões da companhia ACME e encheu. E tudo para conseguir levantar vôo. E com tanta promoção da TAM e da Gol, ainda tem gente querendo inventar transporte aéreo alternativo. Tão dizendo que a notícia só foi tão comovente porque era um padre. Não acho. Inclusive acho que foi até mais sensata. Quem é o padre que não quer ficar mais próximo do Chefe para puxar saco? E disseram que o padre tava com pouca bateria e não sabia operar o GPS. A última pessoa a falar com o padre disse que as últimas palavras dele foram: "Mas quando tá piscando uma luz vermelha e tocando uma sirene no GPS, o que significa?". E depois que a igreja ficou sabendo do feito do padre, o Vaticano já anunciou que OVNIs podem existir. Ou seja, se você ver balões coloridos no céu, com uma anta "pilotando", não estranhe e nem avise os Bombeiros, certamente não é o padre.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Au-Autenticado em Cartório

Bons tempos aqueles do Programa do Ratinho, onde eram feitos os exames de DNA para comprovar ou negar a paternidade.

"Cão fará exame de DNA para comprovar paternidade"

E ainda tinham duas musiquinhas que tocavam, uma antes do resultado ("Se for teu/Se for teu/ Teste de DNA vai provar que o filho é teu"), enquanto tudo ainda tava calminho, e a outra depois da confirmação ("Parabéns! Você é papai."), enquanto o pau comia entre os participantes.

P.S.: Só pra constar: alguém já viu como estão linkando as notícias no site da Globo? http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL402306-5606,00-CAO+FARA+EXAME+DE+DNA+PARA+COMPROVAR+PATERNIDADE.html - Interessante essa de colocar todo o título no link.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Duas Historinhas de Verdade sobre a Mentira

Ou duas historinhas de mentira sobre a verdade. Ou as duas coisas.

Primeiro de Abril

Eram cinco, talvez seis amigos que, todo sábado, se reuniam para botar os velhos assuntos em dia.
- Juro que é verdade!
- Não pode. – retrucou Miltinho, depois de ter levado um susto com a declaração de João Jorge.
- Pode sim, Miltinho. O João Jorge já dava uns amassos nela naquele tempo. – confirmou o Pedrosa, velho amigo de ambos.
- Mas a Talma nunca me falou de nada. Ela não tinha porque esconder isso de mim.
Foi um momento tenso no bar. O Arnaldo pediu um tira-gosto pro garçom, Pedrosa e Floriano acenderam um cigarro e o João Jorge serviu uma dose para todo mundo. Só Miltinho ficou parando, com olhar longe, meio triste, meio bêbado. Levantou pra ir ao banheiro, se é que um mictório velho, daqueles impessoais onde todo mundo vê todo mundo, podia ser chamado de banheiro. Miltinho ficou entre a fuga para outra cidade, afinal ter um amigo que já pegará sua mulher era motivo de vergonha, ou o suicídio. Pensou em Paris, mas o dinheiro só dava para ir até o Guarujá. Como era albino, ficou mesmo com a segunda opção.
No banheiro, enquanto amarra a cordinha do sanitário no pescoço os amigos comentavam na mesa:
- O Miltinho é o único que não lembra das datas.
- A Talma uma vez me falou que ele esqueceu o aniversário de casamento. Imagine se fosse comigo.
- Pois é! O Miltinho tem sorte e não sabe. É melhor ninguém contar a verdade que hoje é primeiro de abril.
- É melhor assim!

Vingança

- O trabalho? Ah! Faltou tinta na minha impressora. – era a mais nova desculpa de Pedro.
- Sim, Pedro? Agora vai todo mundo ficar sem ponto porque faltou tinta na tua impressora? Por que não enviaste o trabalho pro meu e-mail? – a Marina era a única que acreditava no que Pedro falava. Talvez por Pedro ser o mais bonito e ela, benza Deus. Talvez por ser inocente ao ponto de ser a última virgem da sala. Ou pelas duas coisas. E mesmo assim, quando o assunto era estudo, não aliviava.
- Mas eu mandei pro e-mail de todo mundo. Não chegou?
- Não! – resposta em uníssono dos outros 4 membros do grupo.
- Então é culpa da internet.
- Mas não banda largar na tua casa?
- É, mas choveu muito ontem.
- E daí?
- E daí que os cabos ficaram balançando na chuva. Pode ter atrapalhado.
- Pô, Pedro! Para de inventar desculpa furada. – algum outro membro do grupo deixou claro que não acreditava nele.
- Não é desculpa furada. Desculpa furada é quando alguém diz que o cachorro comeu o trabalhou, quando diz que caiu na vala da rua, quando diz que deu blackout e apagou o computador...
- Desculpas todas que tu já deste.
Para a surpresa de todos Marina tirou da pasta rosa hello-kitty uma maçaroca de papel e distribuiu em 4. Não deu para Pedro (se bem que a vontade era essa, em outros aspectos).
- Eu fiz um trabalho reserva, já esperando que isso fosse acontecer. E o que ficou decidido na última reunião é que se o Pedro vacilasse, ele sairia do grupo. De acordo todo mundo?
- Eu não!
- Mas o teu voto não é válido, Pedro. O resto do grupo de acordo?
- De acordo. – Em uníssono os outros três. Pedro ficou sem os pontos do trabalho e foi para a recuperação precisando de 9. Tirou 3,5. No ano seguinte não pode vestir o uniforme especial dos alunos do 3º ano. O apelido anafórico Pedro Potoqueiro foi altamente divulgado. Toda a fama de “menino mais gato da escola” caiu para “repetente bonitinho”. Marina ainda chegou a ver o trabalho que, apesar de demorado, chegou de véspera no seu e-mail, mas não abriu com o medo de ter resposta automática no e-mail de Pedro. O trabalho continua habitando o endereço virtual de Marina que, por vingança, deixou Pedro na mão. O fora que ele dera na festa de São João ficou marcado para sempre na vida dela. Posteriormente, na vida dele também. Continuam na mesma escola. Ele, bonitinho, mas ordinário. Ela, virgem.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Pelo Céu

Mandei instalar SKY em casa. Agora tenho mais 150 motivos pra ficar sem fazer nada. Não que fizesse alguma coisa antes, quando minha tevê por assinatura só tinha 20 canais, mas agora ficou dificil. Tevê interativa são outros quinhentos (não 500 canais, mas, enfim, você entendeu).

Vou ver se daqui pro resto do mês consigo dominar o controle da SKY. Por sinal, que controle, hein amigo? É quase perfeito para ser o controle oficial dos "Machos de Respeito". Só não é por ter quatro botões multicoloridos ao centro, e pior, sem funcionalidade alguma.

De todos os 150 canais que vi o melhor é o canal 200, o Menu Interativo Sky, aquele que passa 24 horas por dia a programação dos outros canais. Muito bom. É uma pena que a maioria do que é passado no canal é pay-per-view. Falando em PPV, os filmes vendidos pela Sky, pelamordedeus, prefiro os que passam nos Telecines mesmo.

Com mais algum tempo faço outras analises a respeito da Sky. Por enquanto é só.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Doses Homeopáticas

Por questões pessoais que não quero escrever, mas quem me conhece sabe, minha vida mudou da água pro vinho. Aliás, diria que além de "da água pro vinho", mudou também de goladas a doses homeopáticas. Não estou exagerando quando escrevo que minha vida mudou (o que soa forte em alguns ouvidos). Mudou sim, e bastante. Parece que estou num centro de reabilitações. A diferença é que eu quis estar, estou gostando e o meu "vício" ainda vou poder continuar em algum dia distante deste em que vos escrevo.

A adaptação é difícil, cansativa, neurótica. É divertida também. Com o tempo você começa a perceber que o príncipio básico da masturbação (como diria Ary Toledo "Punheta é pura ilusão. Você pensa que está com o pau na buceta e está com um caralho na mão") funciona em outras vertentes, sem haver qualquer conotação sexual. As vezes as ilusões ajudam bastante.

Essa tal "grande mudança" não justifica o tempo esquecido desse blog. O resto foi preguiça, criatividade em crise e, juro, falta de tempo. Pensando bem nos últimos tempos minha vida até que mudou bastante. De desempregado doméstico passei a trabalhar em tempo integral. Quem disser que isso não é uma grande mudança, ou nunca trabalhou de verdade, ou nunca vagabundeou de verdade. Pelo menos de trabalho as doses estão sendo cavalares.

Não sei se o tema deste post é suficientemente forte pra manter leitores, fãs, familiares ou desocupados até o final. Sei somente que tive necessidade de falar sobre isso. Não sei se voltarei a postar assiduamente por aqui. A vontade é grande. Os assuntos também. Mas tudo vai ser devidademente feito no ritmo da minha vida: em doses homeopáticas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Mamãe, eu quero um gato fluorescente!

A cada ano que passa eu acabo me surpreendendo mais com alguns “cientistas” (logo direi o porquê das aspas). Já fizeram tantas coisas, já inventaram tantas teorias, já conseguiram chegar a respostas de perguntas que nunca fizemos. Por exemplo, quem em sã consciência acreditaria que um carro voador poderia, alguma vez na face da Terra, dar certo? Antes que eles chegassem na casa dos milionários a crise aérea comprovou que isso nunca daria certo.

O problema atual é o número impressionante de cientistas sem nada a fazer ou pesquisar. Aí o que acontece quando combina um cientista desocupado, um gato branco e duas pulseiras de néon de rave? Um gato néon, que brilha no escuro. O fato é um absurdo. Já imaginou se essa moda pega? O que vai ter de gente querendo o próprio cachorro como lamparina que baba não é brincadeira.

Bom, e agora? Será que vão começar a vender o dito cujo do gato luminoso? Será que vai poder personalizar? Fico imaginando como seria na loja:

Playboy:
- Eu quero um gato com pata curta, pra ficar rebaixado. Faz uma pintura legal nele, com umas chamas do lado, assim saca? Depois tu põe o rabo na forma dum spoiler e bota um farol xenon no olho dele, pra ficar bacanão, saca?

DJ:
- Eu quero num formato de globo pra botar no meio da boate!

Patricinha:
- Eu quero o meu gato luminoso rosa, sem boca, com um cabeção e um corpinho.
Vendedor: - Ah! Você quer uma Hello Kitty então?

E por aí vai.

O mais engraçado de toda essa notícia é que um deputado no Ceara, certa vez, depois de alguns acidentes de trânsito envolvendo jumentos, criou um projeto para que todos os rabos dos jumentos fossem pintados de néon. Então o humorista cearense (aliás, é a única coisa que o Ceará tem, com exceção do Beach Park) Adamastor Pitaco fez uma música linda que falava assim: “Ia ser legal, maravilhoso / te ver lá no Fortal de rabo luminoso / Meu Deus do céu, que coisa maluca / tem deputado querendo virar Deus / Se rabo de jumento fosse pra pintar / eu iria começar pintando o seu”.

E você acha realmente que cientistas merecem algum respeito após isso?

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O Brasil em Nove Tópicos

1 - Mensalão:
Estou abismado. Não é todo dia que se vê um julgamento envolvendo 90% dos que fizeram parte de um esquema de corrupção. E agora? O que que eu vou ter pra falar mal do Brasil? Eu sei que existem muitas outras coisas, mas a melhor delas está sendo julgada. Porque, como todo mundo sabe, é praxe em mesa de bar discutir a situação sócio-política do país, não é verdade? E o mais usado, de longe, é a corrupção. Agora a gente vai ter que falar de educação, saúde, desenvolvimento auto-sustentável, fontes limpas de energia, enfim, essas coisas chatas que só jornalista e professores de história e geografia gostam de falar.

2 - STJD:
Palhaçada, né não? Puniram Roger e Vampeta por fingimento dentro de campo. Mas calma, quer dizer então que jogador não pode mais fingir? Onde vai parar todo ensinamento que esses pobres jogadores tiveram? E o dopping do Dodô? Até a FIFA pediu uma reavaliação do caso e punição para o jogador. Aí chega o Renato Gaúcho falando alguns sentimentos profundos sobre a arbitragem do jogo (diga-se de passagem com alguma razão) e o STJD pune o técnico com 60 dias? Bom, antes eu até sonhava em ser técnico ou auxiliar-técnico de algum time da 4ª Divisão do Paulista, mas se eu não puder falar uns "Filho-da-Puta" pro árbitro, então pra mim perdeu o tesão. E, PQP, vai ter câmera filmando assim lá na casa do C@#$#%. Agora jogador não pode mais fazer uma brincadeirinha que já tá sendo filmado, traduzido, dublado, legendado e analisado Domingo, no Fantástico.

3 - Basquetebol:
Depois de fazer uma campanha "marromenos" no Pré-Olímpico, o Brasil "só" tem que vencer a Argentina. Mas o time anda meio em desordem. É complicado. É só botar um Lula no comando de alguma coisa que a oposição já começa a falar em crise. Ah! Pra quem não sabe o técnico da seleção de basquete é o Aluísio Ferreira, mais conhecido como Lula Ferreira.

4 - Copa do Mundo 2014:
Bom, já tá mais do que na cara que o Brasil vai sediar a Copa daqui a 7 anos. O Ricardão mexeu seus pauzinhos e selou a parada por aqui. Eu não sei como funciona a escolha de um presidente de Confederação, mas com certeza, só e tão somente por causa disso, titio Ricardo já tá reeleito. É o velho esquema do Pão & Circo.

5 - Marcelo Camêlo no Acústico de Sandy & Junior:
No Los Hermanos ainda passa. Com uma futura carreira-solo, talvez. Agora o que não dá pra enteder é o que o Camêlo tá fazendo no Acústico da Sandy. E do Junior, é claro. Não que eu ache isso errado, porque é pop e tudo mais. Aliás eu acho que fui um dos únicos fãs de Los Hermanos que, após a surpresa de saber da participação, não criticou a decisão do cara. O que eu realmente queria ver era a forma como iria ficar a música As Quatro Estações e ficou bastante estranha. Talvez se fosse só uma versão dele, tivesse ficado melhor do que essa. O que não deu certo foi junção dos timbres do Marcelo e da Sandy. E do Junior, é claro.

6 - O iPhone e o jeitinho brasileiro:
E conseguiram destravar o iPhone para funcionar em qualquer operadora no Brasil. Como? Bom, só de ter lido como se faz eu desisti absolutamente de ter um iPhone por $2. São cinco programas e mais um negócio chamado Master Chip que vem da Europa pra cá e mais um codificador. E o que eu achei mais engraçado é que o primeiro destravamento do iPhone fazia quase tudo, menos ligar e receber chamadas, o que é muito intessante: é a mesma coisa que você andar com seu MP3 Player e sua câmera digital, só que num espaço menor e com um botão. Bom, todo o processo sai por, mais ou menos, uns 1.800 paus. Ou seja, com R$ 1.800,00 você trás um pedaço dos Estados Unidos até aqui ao invés de comprar uma passagem para Nova Iorque e conhecer lá. Muito inteligente do ser humano. Mas é a velha história: Quem têm um olho só em terra de cego é CAOLHO.

7 - Paraíso Tropical:
Pois é, a gêmea má da novela morreu. ... . (Sem palavras). Isso significa que vai ter muita gente chata querendo dar uma C.S.I. Paraíso Tropical em mesa de bar e discussões inúteis, como quaisquer outras, é claro. Bom, pelo menos na enquete do Kibeloco eu votei no Renan Calheiros.

8 - Falando em Renan Calheiros...:
Depois não digam que eu não avisei, mas a Mônica Veloso na Playboy, pelamordedeus, não dá. Aí vão falar; "O quêêêêêê??? Tu achas ela feia?". Não que ela seja isso, mas como ela (não, eu não COMO ela) saem 4 por mês na parte do coelhinhas da Playboy. A única diferença é que ela é jornalista e jornalista gostosa é difícil. Tem as de beleza delicada, mas gostosa essa foi a primeira a nível nacional. Outra informação: ela já fez fotos pro site Vírgula que até já se espalharam por sites nesse mundão virtual. Pra mim, pelo menos, a Playboy da Mônica tem que vir com algum extra.

Por hoje é só!

domingo, 13 de maio de 2007

É caro ser emo, mais caro ser indie!

Não entendo o porquê, mas tá se falando cada vez mais do "movimento" EMO. Sim, são esses meninos e meninas que gostam de andar de preto (por favor, não confundir com os metaleiros), com franjas nos cabelos negros e lápis igualmente negros nos olhos. Se bem me lembro, acho que em cada época existiu um grupo de "revoltadinhos" por aí, querendo aparecer. E a mídia faz o favor de anunciá-los como tais. Era tudo que queriam.

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Fatos importantes para conhecimento dos EMOs:
- Nem todos são homossexuais.
- Nem todos têm tendência suicida.
- Existe algo de andrógeno nos EMOs.
- Roupa de EMO só vende em loja de marca.
- Cabeleireiro não é luxo, é necessidade.
- Musicas EMOs já foram feitas por Roberto Carlos e Léo Jaime.
- O penteado preferido é aquele que parece despenteado (mas foi milimetricamente arrumado).
- EMOs não são homens suficiente para serem punks, e nem loucos o suficiente para serem góticos.

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Outro dia, por intensa curiosidade, achei uma comunidade chamada P.G.M.; traduzindo: profile de gente morta. Não achei estranho a comunidade ter pouco mais de 30.000 participantes, afinal existe doido pra tudo. Estranho foi um profile de jazia nesse nada da internet de uma menina (uma EMO) de 14 anos que cometeu suicídio porque seus pais não aceitavam seu namoro. Até aí, ainda engolia o fato de cada ter seus próprios motivos. Mas aceitar que outros milhões de EMOs a vangloriassem pelo fato dela ter deixado escrito palavras para o namorado e alguns amigos é algo trágico e mórbido demais pra mim. Só acho que as pessoas deviam entender melhor que Romeu & Julieta é ficção.

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Pelo outro lado da moeda é possível observar os indies (digamos que é a tribo que me identifico um pouco mais). São geralmente pessoas estranhas e, vez ou outra, exóticas. Curtem tudo o que há de "alternativo" na música, no cinema, na televisão, na internet, na moda, etc. Fugiram da era Nike e entraram na Idade da Adidas. Tudo o que tiver três listras já pode ser classificado como usável. Existe uma paixão pelo o que é "retrô". Existem os mais radicais, que defendem The Strokes acima de qualquer dúvida. Não há nenhum conceito para ser indie/alter, não há nenhum ideal, só o de ser diferente e gostar de outras coisas. De vez em quando também, se achar superior.

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Ser indie/alternativo não significa gastar menos. Na maioria dos casos, gastar mais. Existe algo que vai contra o capitalismo, contra o socialismo, contra a política e contra o anarquismo. É um certo desligamento das "preocupações" de outras pessoas. São moças e rapazer que vivem da "arte" verdadeira. É alguma coisa que restou do movimento Pop de Andy Warhol. É, em uma única palavra, estranho. Existe uma rebeldia tardia, que se torna até fútil para os próprios indies. É algo mais ou menos assim: enquanto todo mundo come Big Mac e Quarteirão com Coca-Cola, o indie/alter vai lá e come um MacFish com Fanta-Laranja, enquanto todo mundo fuma Carlton vermelho, a "tribo" compra Camel e Lucky Strike.

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No final das contas são todos meninos criados a leite com pêra e ovomaltino (e eu me incluo nesse meio). Eu acho que, se existiu algum dia um movimento rebelde que ia contra o sistema, isso foi a muito tempo atrás. No fundo, no fundo, é tudo o que o Roger Moreira, o vocalista/guitarrista/compositor do Ultraje à Rigor, diz numa música mais ou menos assim: "Assim não vai dar, assim não vai dar / Como é que eu vou crescer sem ter com o que me revoltar."

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P.s. 1: A única banda brasileira que comunga nas duas tribos é Los Hermanos. Por fatores óbvios, é claro.

P.s. 2: Diria o meu irmão que alternativo é perueiro.

P.s. 3: Não sei porque cargas d'água o Youtube não pega aqui em casa. Por isso será um tempo sem vídeo.