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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Não. Celular no avião, não.

Sinceramente? Eu sou muito a favor de proibição de celulares em aviões. Sério mesmo. Ainda mais em épocas de passagens baratas. Já pensou o número de fudidos ligando pra dizer que estão "vuando"? Na boa, pra que você precisa de um celular ligado num avião? Não é como no carro que, de minuto em minuto, alguém te liga pra saber onde está. "Olha, a gente acabou de passar na fronteira de Goias com Minas. Já estamos chegando." E se for pra dizer que vai atrasar, dane-se. Se tem alguém te esperando no aeroporto, é só ver na tela de aviso o número do vôo e ver se está no horário ou atrasado. Pronto, é isso. Mas imagina se liberam isso. Ligação para você.

- Alô?
- Oi, Fulano. Onde você tá?
- Cara, no avião.
- Mas aonde? Em que local?
- Sei lá.
- Mas vai atrasar?
- Eu realmente não sei.
- Por que se atrasar eu não vou poder esperar aqui no aeroporto.
- Peraí que eu vou mandar o piloto acelerar aqui, beleza?

Pra que usar telefone dentro de um avião, meu Deus? "Hum! Esse lanche não tá bom. Vou pedir uma pizza. Alô? Vê uma pizza metade calabresa e a outra metade portuguesa. Não, não. Portuguesa tem ovo e ai no avião é meio ruim. Vê a outra metade presunto mesmo. A entrega? Olha, se correr ainda dá pra deixar no aeroporto de Brasília, que é onde eu vou fazer conexão."E aí vai ter gente que vai dizer: "Mas se for alguma urgência?" Dane-se. Que tipo de urgência você vai conseguir resolver num meio de um vôo? "Aeromoça, por favor: Você pode trazer um copo de água? É que a minha casa tá pegando fogo a 30.000 pés de altura. Pede pro piloto passar bem em cima pra eu poder apagar o incêndio."

Eu sou a favor de tudo dentro do avião: Laptop, Nintendo DS, PSP, cigarro, sexo, cigarro depois do sexo etc. Menos celular. A não ser que permitam o celular somente durante o vôo. Se você só pudesse usar celular numa viagem de avião eu concordaria 100%. Assim que o avião pousasse, a comissária falaria: "É terminantemente proibido o uso de aparelhos celulares em terra. A ANAC só recomenda o uso de aparelhos celulares acima dos 20.000 pés de altitude."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Arte de Procrastinas ou Como Eu Parei de Enrolar para Escrever Esse Texto

Procrastinar é uma arte. Não fazer amanhã aquilo que você pode fazer depois de amanhã tem lá seus desafios. O ato de enrolar até a última hora exige muita criatividade e jogo de cintura. A humanidade é a maior prova disso. Grandes mudanças só ocorreram nas vésperas do pior acontecer. E se aconteceu, é sinal que não era tão pior assim. Tanto que ainda estamos por aqui.

Não confunda procrastinação com pregruiça. Aliás, chamar alguém de preguiçoso não deveria ser uma ofensa. A preguiça não é pecado. Se bem praticada, a preguiça é uma dádiva. Os preguiçosos conseguem apreciar mais do que ninguém cada minuto da vida. Principalmente aqueles cinco minutinhos que ficam entre o despetador e o olhos abertos.

Também não confundir procrastinador artista com artista procrastinador. O procrastinador artista é aquele que mede exatamente o tempo entre o “Cedo demais” e o “Me fodi”. Já o artista procrastinador é o profissional da arte que enrola para fazer seu trabalho. Com raríssimas exceções – desconhecidas até hoje – artista procrastinador é um pleonamo. E do vicioso.

O procrastinador autêntico, o de raiz, tem timing. Mais do que ninguém ele sabe quando começar um trabalho, mesmo que falte dez minutos. Quem procrastina bem está um passo a frente das Leis de Murphy. É o único vício que o dependente sabe a hora de parar. Prazo curto é a maior liga do procrastinador. Não é a toa que passar muito tempo de férias é entediante. Não tem prazos estourando.

O que não vale é procrastinar a troco de nada. A má procrastinação é a que não tem justificativas. Se você enrola para ver o jogo do domingo, tudo bem, pelo menos você torceu e se divertiu. Agora se você continua vendo Faustão depois, aí não tem como forçar. Você pode enrolar para ler Douglas Adams, mas não para Paulo Coelho. Você deve assistir O Poderoso Chefão pela vigésima vez, mas Rambo IV pela primeira é desperdiçar tempo.

Infelizmente algumas pessoas não entendem essa arte. Pensam que qualquer distração é procrastinar. Mentira. Para se tornar um procrastinador artista existe uma regra básica: só procrastine por algo que seja mais interessante que suas prioridades. Sexo é a melhor forma de procrastinar porque, se você não consegue cumprir o prazo, pelo menos você não se fode sozinho.

Para se tornar um grande procrastinador artista é preciso treino. Muitas pessoas tem esse talento nato. Outras aprendem com o tempo. No fundo, a arte da procrastinação é igual a todas. Depende muito mais da intenção do que da interpretação. Quem vê essa arte sendo feita precisa entender o porquê. Senão é como alguém que vê uma obra de Picasso sem ter conhecimento: “É um espanhol maluco que teve preguiça de pintar um quadro direito.”

quarta-feira, 25 de março de 2009

God@heaven.org

A internet é divina. Como assim ninguém sabia disso? Pra fazer as pessoas perderem tanto tempo, com tanta devoção a blogs, twitters, orkuts, facebooks ou qualquer-site-modinha-da-hora, só com uma devoção divína. Internet virou religião. Uma crença com verdades tão convenientes quanto a Bíblia. O que eu já li de reportagem falando que tem gente vendo Orkut para interesse profissional não é brincadeira.

E hoje eu recebi um email de Deus. Juro! O título do email é DE UM SER SUPERIOR PARA VOCÊ. Como tô morando no décimo andar e pela primeira vez em apartamento, cheguei a pensar que fosse um dos meus vizinhos de cima. Mas logo vi que se tratava do Pai-Nosso. Ele assina o email logo no início, para não haver desconfiança de que possa ser um fake Dele. O Vitor Fasano sabe muito bem o que é isso.

O email é assim: "Olá, eu sou Deus. Hoje eu estarei cuidando de todos os seus problemas para você. Eu não precisarei da sua ajuda. Assim sendo, tenha uma ótimo dia. Amo você." Depois de receber isso, vou seguir o Primeiro Mandamento como nunca segui. Pra quem não lembra: "Amarás a Teu Deus sobre todas as coisas". Que assim seja. Tô com tanto job pra terminar que, se conseguir terminar tudo hoje, vai ser um milagre mesmo. Tomára que Ele intervenha na cabeça do meu professor e faça com que ele aprove de primeira minhas idéias.

O email segue melhor ainda. O P.S.(post scriptum) do email é bem maior que o texto principal. Nele Deus me diz que se eu tiver uma situação que eu não consiga "lidar"(queria saber se isso realmente é um verbo e como conjuga no presente, na primeira pessoa do singular) é para eu por na caixinha APDF. Como só conheço dois tipos de caixa, a Caixa de Entrada e a Caixa de SPAM, não sabia o que fazer até ler, um pouco mais a frente, que APDF é uma abreviação de Algo Para Deus Fazer. Mas o email diz que tudo o que eu colocar lá vai ser resolvido, como o Próprio escreve, no Meu Tempo (no Tempo Dele!). Ou seja: se fosse publicitário, Deus ia penar com os prazos.

O legal nesse email é que Deus não pede que eu envie para nenhum amigo. Mas ficaria muito grato caso eu enviasse. Isso não caracteriza o email como corrente, já que nem Deus, que é Deus, pede que eu faça isso. Mas juro que fiquei chateado quando Ele jogou na minha cara que Ele deu para a humanidade um presente único: o Livre Arbítrio. Fiquei confuso. Posso até estar enganado, mas Jesus fala, em algum momento, sobre os milagres que realiza e a única coisa que ele pode cobrar é a devoção a Seu Pai. Isso eu tenho bastante. Ou ninguém percebeu que quando eu falo de Deus eu sempre boto o nome Dele com letra maiúscula no começo?

Só duas coisas me preocupam mesmo: os erros de português e algumas pessoas que acham que são Deus. Tem um trecho em que Ele escreve
"Se a vida te trazer uma situação que você não consegue lidar, não tente resolvê-la por você mesmo(a)!". Se a vida me trazer alguma coisa assim eu juro que contrato um professor de português, quando a vida me trouxer uma graninha para pagá-lo. Aí ele poderá me trazer conhecimento, e Ele, sabedoria.

Mas a minha maior preocupação é com as pessoas que querem transformar essa mensagem divina em corrente. Olha só como muda da água para o vinho (entendeu? entendeu?):

Deus têm visto suas lutas.
Deus diz: elas estão chegando ao fim!
Uma benção está vindo em sua direção. Se você crê em Deus, por favor envie esta mensagem para 10 pessoas. Por favor não ignore. Você está sendo testado(a)!
Você têm 20 minutos para contar a 10 amigos que você os ama.

Dá pra ver que o eu-lírico do email mudou totalmente. É um humano escrevendo. Dizendo que Deus tá me vendo. É claro. Pra Ele eu sempre fico visível. Na vida e no MSN. Dizendo que minhas lutas estão chegando ao fim. Acabei de começar uma especialização. Quer dizer que eu não vou ter condições de terminar os dois anos? Será que eu vou reprovar
? E, no final de tudo, eu tenho que passar a mensagem em 20 minutos para 10 amigos, dizendo que eu os amo. Mas eu vivo dizendo isso para meus amigos, principalmente sobre o efeito de vinho (que é sagrado!). Sabe o que eu fiz com o email? Botei na Caixinha APDF. Isso é Algo para Deus fazer. Mas no Seu Tempo, e não em 20 minutos.

P.S.: É isso que é um post scriptum.

P.S. 2: Pode ter mais de um.

P.S. 3: Apesar do texto iconoclasta, eu não sou ateu e sim, acredito em Deus. Mas é uma discussão que não cabe nesse blog.

P.S. 4: Deus, se você tiver lendo meu blog, me perdoe por algo que escreve. Esse livre arbítrio é complicado!

P.S. 5: Deus, se você estiver mesmo lendo meu blog, dá uma força pra uma amiga que está chegando por aí. Ela merece muito. Infelizmente a gente aqui embaixo ainda não aprendeu a lidar com essas situações e, por isso, essa eu já coloquei na Caixinha APDF, porque perder um amigo é algo que eu nunca vou conseguir resolver.





terça-feira, 10 de março de 2009

Mas e o Fenômeno?

Conversa de amigos entrando no estádio.
- O Fenômeno vai estrear hoje.
- Não vai não.
- Vai, “homi”. Tudo quanto é jornal tá dizendo isso. Disseram até que ele pediu pra jogar.
- Ele pode até ter pedido, mas não vai entrar em campo de jeito nenhum.
- Mas então por que tá todo mundo dizendo isso? Saiu até na Globo.
- Aí já não é problema meu. Vou valendo uma 20 reais e uma chulipa.
- Rapaz, eu vou apostar com você.
- Então tá feito.
- Então tá. – O homem, mesmo na dúvida, ficou na aposta.
Vinte e cinco minutos do segundo tempo.
- Tem substituição no Coringão. Olha lá! Lá vem o homem entrando. É o Fenômeno.
- Olhe bem. Acho que não é não.
- Ô, sô! Tá me chamando de mentiroso ou tá com raiva porque perdeu a aposta? É ele sim. Olhe aí, camisa número 9 nas costas, dente pra frente e a barriga.
- Então “vamo” esperar ele fazer alguma coisa dos tempos que jogava no estrangeiro pra ver se é ele mesmo.
- Mas você não tá vendo que é ele, cabra teimoso? Me paga logo os 20 reais e a chulipa.
- Dou no final do jogo. Tá ruim de pegar o dinheiro no bolso com esse povo todo aqui.
- Então tá!
Final do jogo. 2 a 0 do Corinthians em cima do Itumbiara pela Copa do Brasil.
- É, já dá pra tirar o dinheiro da aposta. “Vamo” logo que eu quero ir pra casa.
- Mas quem disse que eu perdi a aposta?
- Mas que cabra safado. Você viu o homem entrar lá e não tá querendo pagar a aposta.
- Não vi nada. O Fenômeno não entrou em momento nenhum do jogo.
- Claro que entrou. Segundo tempo, número 9 do Corinthians. Ou vai dizer que você tem amnésia e não viu o Ronaldo entrar?
- Ah! O Ronaldo eu vi entrar, sim.
- Então? Você perdeu a aposta.
- Perdi nada.
- Claro que perdeu. Acabou de dizer que viu o Ronaldo entrar.
- O Ronaldo entrou, mas e o Fenômeno?
- Mas, mas... – Pensou, pensou e, sem encontrar desculpas, tirou 20 reais do bolso e deu ao amigo.
- E o braço pra chulipa, cadê?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sonho Dourado acabou pra Cinderela

Sempre achei o Diego Hypólito dourado demais, brilhoso demais. Parece que toma banho com Lustramóveis e se ensaboa com cera da 3M. Vez ou outra ele passa talco de purpurina. Juro que não torcia contra ele, mas que ele mereceu, mereceu. Antes de mais nada é preciso respeitar os adversários e sempre, sempre lembrar que "cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém". A cautela ele não teve em entrevistas e declarações, mas quando ele caiu parecia uma galinha tentando voar.

A vontade que eu tive depois de ver a final era gritar na cara dele: "Ouro de cú é rola!". Era bem provável que ele gostasse. E, sinceramente, cair de bunda é com ele mesmo. Cair de bunda, cair de boca, cair em cima... Nessas modalidades ele é medalha de ouro. Ou melhor, ele é ANEL DE COURO. E também acho que ele deveria competir em outra modalidade da ginástica: nas argolas. E se tem uma coisa que eu não gosto nas irmãs Hypólito é que são muito metidas (sem trocadilho).


Diego, um conselho: para Londres, em 2012, leva na bagagem um pouco de humildade. Ah! E por favor: devolve a vara da Fabiana Murrer.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A Evolução do Futebol

O futebol já evoluiu demais. Agora todo mundo tem que marcar forte, antes do meio de campo. Zagueiro marca, lateral marca, volante marca, meia marca, ponta marca, atacante marca. Com isso o que aconteceu é que o único que não marca, que é o goleiro, tem a função de marcar gol agora. Os atacantes recuaram tanto que o jogador mais a frente dos times é o goleiro. E só em bola parada.

E tudo isso começou com um goleiro falsificado: o Chilavert. Mas pudéra, ele é paraguaio. Fazia gol de penalti e de falta, mas agarrar que é bom, nada. E o Chilavert brasileiro, o Rogério Ceni, passou a imitar tanto o ídolo que agora vem esquecendo de agarrar. É cada frango. O Chilavert seria ótimo no futebol americano. Ele entrava na hora de chutar e saia na hora de jogar. Faria sucesso.

Nunca vai ser normal ver um goleiro batendo falta. Não é pro futebol. Apesar dos gols serem bonitos, é estranho. É só ver quem joga time de botão e totó. Como é que faz gol de goleiro com time de botão? Pega aquela hastezinha da costa e dá uma tacada? Aí vira time de botão de hóquei. E totó? O goleiro não pode sair do gol pra bater falta no ataque. Com muita sorte (e falta de reflexo do adversário) é possível fazer gol de goleiro no totó, mas não de falta (até porque no totó não tem falta).

Com as novas tendências do futebol mundial de utilizar cada vez mais o goleiro, a evolução do futebol vai ser para o gol-a-gol. Vai ser assim: o goleiro agarra e bate falta, agarra e bate falta. Fazer travinha não vai ser mais tão engraçado quanto antes. Bons tempos àqueles que o goleiro só tinha que fazer defesas. Feias, bonitas, fáceis, difíceis, mas defesas.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

E Depois Americano que é Louco

Americanas são aquelas pessoas que vivem num país na América do Norte. Sim, somente elas. Nós, da América do Sul, somos no máximo latino-americanos. Ou cucarachas, como dizem nossos irmãos do norte. Mas também julgamos-os como loucos e insanos, ou como diz a minha mãe "esse povo doido sem nada na cabeça". Não diria nada na cabeça, porque balas acabam atravessando as cabeças de alguns inocentes, vez ou outra, nas universidades americanas de primeiro mundo. Logo, ser estadounidense é ser americano e com forte sintomas de sociopatia e psicopatia.

O que angustia é que, de algumas semanas pra cá, mais precisamente do dia 29 de março (por sinal, dia do meu aniversário), quando Isabella foi encontrada morta no jardim do prédio onde morava, começamos a receber a influência direta de nossos irmãos assassinos. E, por favor, antes de mais nada, não quero falar do pai e madrasta que estão presos. Embora ainda não exista nenhuma comprovação do verdadeiro culpado, o crime é hediondo, sendo o pai ou não, o culpado.

A olhos nus percebo nitidamente no comentário geral que, se o culpado pelo crime for qualquer outra pessoa que não Alexandre Nardoni e a mulher, vai ser mais um crime comum, que vai passar despercebido daqui a algum tempo. O criminoso será culpado e pronto. Acabou. O que, de certa forma, comprova a vontade de julgamento da opinião pública em punir pai e madrasta. De minha parte culpo a imprensa, por levar a suspeita e acusar pessoas premeditadamente, que podem estar sofrendo nesse momento numa cela. E não adianta vir com a história de que o dever do jornalista é humanizar a notícia, pois pai e madrasta também são humanos, assim como suas famílias.

Por conta disso li sobre outra notícia de "menor importância": Filha mata a mãe e vai para show do Calypso. Sim, isso parece ser menos traumático para o povo. Afinal matar os pais é algo que nós já vivemos, quando Suzanne Von Richthofen e o namorado cometeram o crime doloso em... Quanto tempo faz mesmo? Pois é, creio que ninguém lembre mais. E, juro, não tô dando a notícia por não ter simpatia com a banda Calypso. É pelo simples fato do crime ser tão ridículo quanto o anterior.

As notícias mais exploradas na mídia servem, na verdade, como vacinas sociais. Não estávamos prontos para a doença "pai-mata-a-filha-e-joga-o-corpo-pela-janela", mas já tinhamos os anti-corpos da "filha-mata-a-mãe-por-motivo-fútil". Temos tantos anti-corpos que é difícil não estar preparado para muitas notícias do tipo "Roubo e morte em algum canto" ou "Motorista alcoolizado atropela...". O que seria engraçado, se não fosse trágico é o fato de que toda vez que a notícia de algum Americano-maluco-psicopata invade uma escola e mata vinte aparece na mídia, só serve pra nos comprovar de quanto esses caras são malucos. Entretanto, quando tem chacina em algum morro do Rio ou qualquer outra favela de qualquer outra cidade, é como se tivessemos aceitado a violência racional brasileira.

Não defendo o american way of life e suas vertentes, mas taxá-los de malucos assassinos é não olhar para o próprio umbigo (coisa que, diga-se de passagem, é própria dos americanos). Por enquanto ainda nos comovemos com a situação do Tibet, na China. Só não sei por quanto tempo. Alguém lembra onde foi que paramos de sentir as dores de homens-bomba explodindo e matando vinte, trinta no oriente médio?