O futebol já evoluiu demais. Agora todo mundo tem que marcar forte, antes do meio de campo. Zagueiro marca, lateral marca, volante marca, meia marca, ponta marca, atacante marca. Com isso o que aconteceu é que o único que não marca, que é o goleiro, tem a função de marcar gol agora. Os atacantes recuaram tanto que o jogador mais a frente dos times é o goleiro. E só em bola parada.
E tudo isso começou com um goleiro falsificado: o Chilavert. Mas pudéra, ele é paraguaio. Fazia gol de penalti e de falta, mas agarrar que é bom, nada. E o Chilavert brasileiro, o Rogério Ceni, passou a imitar tanto o ídolo que agora vem esquecendo de agarrar. É cada frango. O Chilavert seria ótimo no futebol americano. Ele entrava na hora de chutar e saia na hora de jogar. Faria sucesso.
Nunca vai ser normal ver um goleiro batendo falta. Não é pro futebol. Apesar dos gols serem bonitos, é estranho. É só ver quem joga time de botão e totó. Como é que faz gol de goleiro com time de botão? Pega aquela hastezinha da costa e dá uma tacada? Aí vira time de botão de hóquei. E totó? O goleiro não pode sair do gol pra bater falta no ataque. Com muita sorte (e falta de reflexo do adversário) é possível fazer gol de goleiro no totó, mas não de falta (até porque no totó não tem falta).
Com as novas tendências do futebol mundial de utilizar cada vez mais o goleiro, a evolução do futebol vai ser para o gol-a-gol. Vai ser assim: o goleiro agarra e bate falta, agarra e bate falta. Fazer travinha não vai ser mais tão engraçado quanto antes. Bons tempos àqueles que o goleiro só tinha que fazer defesas. Feias, bonitas, fáceis, difíceis, mas defesas.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Jornalista que é jornalista, não faz reportagem... Vira notícia!
Isso é que é jornalismo inovador:Roberto Cabrini é detido em SP.
Sensacionalismo? Talvez. O certo mesmo é que, a pouco tempo trabalhando para Record, o Cabrini tinha uma carreira toda pela frente, entendeu?
P.S.: O título seria "Jornalista que é jornalista não dá notícia... Dá o furo", mas alguém da classe podia se ver prejudicado. A maioria aproveitaria para assumir.
P.S.: Por mais que a notícia seja da concorrente, é verídica.
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Erros da Redação,
Hummm... Agora sim
Au-Autenticado em Cartório
Bons tempos aqueles do Programa do Ratinho, onde eram feitos os exames de DNA para comprovar ou negar a paternidade.
"Cão fará exame de DNA para comprovar paternidade"
E ainda tinham duas musiquinhas que tocavam, uma antes do resultado ("Se for teu/Se for teu/ Teste de DNA vai provar que o filho é teu"), enquanto tudo ainda tava calminho, e a outra depois da confirmação ("Parabéns! Você é papai."), enquanto o pau comia entre os participantes.
P.S.: Só pra constar: alguém já viu como estão linkando as notícias no site da Globo? http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL402306-5606,00-CAO+FARA+EXAME+DE+DNA+PARA+COMPROVAR+PATERNIDADE.html - Interessante essa de colocar todo o título no link.
"Cão fará exame de DNA para comprovar paternidade"
E ainda tinham duas musiquinhas que tocavam, uma antes do resultado ("Se for teu/Se for teu/ Teste de DNA vai provar que o filho é teu"), enquanto tudo ainda tava calminho, e a outra depois da confirmação ("Parabéns! Você é papai."), enquanto o pau comia entre os participantes.
P.S.: Só pra constar: alguém já viu como estão linkando as notícias no site da Globo? http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL402306-5606,00-CAO+FARA+EXAME+DE+DNA+PARA+COMPROVAR+PATERNIDADE.html - Interessante essa de colocar todo o título no link.
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
E Depois Americano que é Louco
Americanas são aquelas pessoas que vivem num país na América do Norte. Sim, somente elas. Nós, da América do Sul, somos no máximo latino-americanos. Ou cucarachas, como dizem nossos irmãos do norte. Mas também julgamos-os como loucos e insanos, ou como diz a minha mãe "esse povo doido sem nada na cabeça". Não diria nada na cabeça, porque balas acabam atravessando as cabeças de alguns inocentes, vez ou outra, nas universidades americanas de primeiro mundo. Logo, ser estadounidense é ser americano e com forte sintomas de sociopatia e psicopatia.
O que angustia é que, de algumas semanas pra cá, mais precisamente do dia 29 de março (por sinal, dia do meu aniversário), quando Isabella foi encontrada morta no jardim do prédio onde morava, começamos a receber a influência direta de nossos irmãos assassinos. E, por favor, antes de mais nada, não quero falar do pai e madrasta que estão presos. Embora ainda não exista nenhuma comprovação do verdadeiro culpado, o crime é hediondo, sendo o pai ou não, o culpado.
A olhos nus percebo nitidamente no comentário geral que, se o culpado pelo crime for qualquer outra pessoa que não Alexandre Nardoni e a mulher, vai ser mais um crime comum, que vai passar despercebido daqui a algum tempo. O criminoso será culpado e pronto. Acabou. O que, de certa forma, comprova a vontade de julgamento da opinião pública em punir pai e madrasta. De minha parte culpo a imprensa, por levar a suspeita e acusar pessoas premeditadamente, que podem estar sofrendo nesse momento numa cela. E não adianta vir com a história de que o dever do jornalista é humanizar a notícia, pois pai e madrasta também são humanos, assim como suas famílias.
Por conta disso li sobre outra notícia de "menor importância": Filha mata a mãe e vai para show do Calypso. Sim, isso parece ser menos traumático para o povo. Afinal matar os pais é algo que nós já vivemos, quando Suzanne Von Richthofen e o namorado cometeram o crime doloso em... Quanto tempo faz mesmo? Pois é, creio que ninguém lembre mais. E, juro, não tô dando a notícia por não ter simpatia com a banda Calypso. É pelo simples fato do crime ser tão ridículo quanto o anterior.
As notícias mais exploradas na mídia servem, na verdade, como vacinas sociais. Não estávamos prontos para a doença "pai-mata-a-filha-e-joga-o-corpo-pela-janela", mas já tinhamos os anti-corpos da "filha-mata-a-mãe-por-motivo-fútil". Temos tantos anti-corpos que é difícil não estar preparado para muitas notícias do tipo "Roubo e morte em algum canto" ou "Motorista alcoolizado atropela...". O que seria engraçado, se não fosse trágico é o fato de que toda vez que a notícia de algum Americano-maluco-psicopata invade uma escola e mata vinte aparece na mídia, só serve pra nos comprovar de quanto esses caras são malucos. Entretanto, quando tem chacina em algum morro do Rio ou qualquer outra favela de qualquer outra cidade, é como se tivessemos aceitado a violência racional brasileira.
Não defendo o american way of life e suas vertentes, mas taxá-los de malucos assassinos é não olhar para o próprio umbigo (coisa que, diga-se de passagem, é própria dos americanos). Por enquanto ainda nos comovemos com a situação do Tibet, na China. Só não sei por quanto tempo. Alguém lembra onde foi que paramos de sentir as dores de homens-bomba explodindo e matando vinte, trinta no oriente médio?
O que angustia é que, de algumas semanas pra cá, mais precisamente do dia 29 de março (por sinal, dia do meu aniversário), quando Isabella foi encontrada morta no jardim do prédio onde morava, começamos a receber a influência direta de nossos irmãos assassinos. E, por favor, antes de mais nada, não quero falar do pai e madrasta que estão presos. Embora ainda não exista nenhuma comprovação do verdadeiro culpado, o crime é hediondo, sendo o pai ou não, o culpado.
A olhos nus percebo nitidamente no comentário geral que, se o culpado pelo crime for qualquer outra pessoa que não Alexandre Nardoni e a mulher, vai ser mais um crime comum, que vai passar despercebido daqui a algum tempo. O criminoso será culpado e pronto. Acabou. O que, de certa forma, comprova a vontade de julgamento da opinião pública em punir pai e madrasta. De minha parte culpo a imprensa, por levar a suspeita e acusar pessoas premeditadamente, que podem estar sofrendo nesse momento numa cela. E não adianta vir com a história de que o dever do jornalista é humanizar a notícia, pois pai e madrasta também são humanos, assim como suas famílias.
Por conta disso li sobre outra notícia de "menor importância": Filha mata a mãe e vai para show do Calypso. Sim, isso parece ser menos traumático para o povo. Afinal matar os pais é algo que nós já vivemos, quando Suzanne Von Richthofen e o namorado cometeram o crime doloso em... Quanto tempo faz mesmo? Pois é, creio que ninguém lembre mais. E, juro, não tô dando a notícia por não ter simpatia com a banda Calypso. É pelo simples fato do crime ser tão ridículo quanto o anterior.
As notícias mais exploradas na mídia servem, na verdade, como vacinas sociais. Não estávamos prontos para a doença "pai-mata-a-filha-e-joga-o-corpo-pela-janela", mas já tinhamos os anti-corpos da "filha-mata-a-mãe-por-motivo-fútil". Temos tantos anti-corpos que é difícil não estar preparado para muitas notícias do tipo "Roubo e morte em algum canto" ou "Motorista alcoolizado atropela...". O que seria engraçado, se não fosse trágico é o fato de que toda vez que a notícia de algum Americano-maluco-psicopata invade uma escola e mata vinte aparece na mídia, só serve pra nos comprovar de quanto esses caras são malucos. Entretanto, quando tem chacina em algum morro do Rio ou qualquer outra favela de qualquer outra cidade, é como se tivessemos aceitado a violência racional brasileira.
Não defendo o american way of life e suas vertentes, mas taxá-los de malucos assassinos é não olhar para o próprio umbigo (coisa que, diga-se de passagem, é própria dos americanos). Por enquanto ainda nos comovemos com a situação do Tibet, na China. Só não sei por quanto tempo. Alguém lembra onde foi que paramos de sentir as dores de homens-bomba explodindo e matando vinte, trinta no oriente médio?
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Cartola é Pouco
Dias desses, olhando as fotos do dia do Yahoo! achei interessante esta legenda:


Estátua do El Caminante de Vitória, no País Vasco, amanhece vestida
Pensei: "Hum! Ainda deve ser brincadeira do dia 1º de Abril. Mas aí eu cliquei na imagem. Eis o resultado:
Ou seja, o seu Euricão é foda mesmo. Transforma um time em País é coisa de quem entende da cartolagem do futebol brasileiro. A única diferença de São Januário pro País Vasco é a estátua. Uma é a do Baixinho, a outra foi a vingança do Eurico com o Romário pela última briga que tiveram.
Vamo lá, Márcio Braga. Eu quero tirar logo o meu visto pro País Flamengo, mané!
P.S.: No País Botafogo é só dar uma choradinha pra entrar.
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